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outubro 17, 2011

PETER PAN

Subindo no mais alto monte,
- Lá vem ele, pam, pam, pam!
No horizonte aquecido de colinas,
sorrindo sempre, Peter Pan!

Ao lado da floresta,
Bem distante do seu mundo,
Respira fundo, o pequeno ser de alma e sentido profundo,
Abraçando o coração de todos e sempre de mais outros,
Não existe desigualdades para ele, menino de ouro,
Amável e forte príncipe de tesouros!

A terra é uma eterna magia como sua essência,
Jeito de criança, Inocência!
Eterno e para sempre,
Aos céus e no coração da humanidade que sonha
E na razão de nossos sentimentos!

Subindo no mais alto monte,
- Lá vem ele, pam, pam, pam!
No horizonte aquecido de colinas,
sorrindo sempre, Peter Pan!

[In Memoriam: Michael Jackson, 1958 - 2009]


(Joyce Martins)

BILLIE JEAN

Numa família de ursos Simpin
Correndo entre árvores e colhendo jasmim,
- O menor deles se chamava Billie Jean!

No alto das montanhas brincavam alegres,
entre os ramos de alecrim, dançava passos, Billie Jean!
Entre amiguinhos, formiguinhas e rosas em tom carmim,
Billie Jean, espelhado num universo de sonhos e explosões de festim!

Guiados pelo talento e alegria,
Resolvem os ursos Simpin,
Formar um grupo de cantores,
Vestidos em cores de cetim!
Billie Jean, esperançoso e assustado, ao som do clarim,
Obedecia as tarefas do papai Simpin:
- Se errar alguma coisa, cuidado Billie Jean!

Indo para cidade com seu talento,
Treina novos passos, Billie Jean
A sorte estava escrita nas estrelas,
ao som do teremim!
O estrelato era alcançado e tão merecido para Billie Jean,
Cada vez mais próximo de seu horizonte,
de céus e feliz, sempre assim...

Alma de sonhos reluzentes,
Sonhos de um bom coração,
Dança e canta presente,
Dentro dos céus e da imensidão!

Para ele, a arte do sonhar será sempre assim,
Traduzida em boas notas, rítmo e sons de querubins!
O sonho não é tão distante para Billie Jean,
Alma de poeta, salvador deste mundo ferido,
Querido amigo! Sempre será assim...
Gente grande, cada vez mais alto,
Na pureza de um viajante zepelim!

Billie Jean, serás sempre simples, urso Simpin,
Alma de Peter Pan, tesouro precioso para mim!
Estrela cintilante na imensidão,
Eterno e sempre único na essência do mundo e do coração!

[In Memoriam: Michael Jackson, 1958 - 2009]


(Joyce Martins)

julho 28, 2011

SIMPLESMENTE MARISA

Marisa menina,
Olhar que alucina,
Caminha sorrindo,
Sempre invadindo,
Os corações com esperança,
Numa dança, com seu jeito
Puro de criança.

Alma brasileira cheia de sonhos,
Encanto e felicidade num manifesto medonho,
Cheia de arte e de cura,
És ternura, és força,
Luz nas mais belas alturas!

Estrela cadente na direção do Porto,
Na brisa da manhã, num sorriso torto,
No agora e no sempre, a musa sacerdotisa,
Nobre mente, aqui no coração aterrissa,
Doce e bela, simplesmente Marisa!

(Joyce Martins)

junho 19, 2011

A CASA DO MURO ALTO

A Casa do Muro Alto tem janelas,
Uma vista tão bela e um sonho a pensar.
A Casa do Muro Alto tem cercas
Que separam os montes e a luz do luar.

Sempre em que a visto, entro em devaneios,
Sempre me fascino muito além do alheio,
Sempre me permito ao sonhar,
No caminhar discreto como um rato,
Sempre à vista, a Casa do Muro Alto
Sussurra bem alto nos ouvidos a cantar.

Leve-me para seus portões,
Contornando forças em diferentes direções,
No cantar matinal da face alegre de um gato,
Gira-gira da cabeça aos pés,
Na sempre e distante bela Casa do Muro Alto.

(Joyce Martins)

abril 07, 2011

PAZ A REALENGO

Pobres Crianças
Almas puras
Neste mundo de dor
Corações em fúria
Sem respostas
E em amarguras

Sem rumo a seguir
Sem mais nenhuma nota
Por que tiveram de partir?

Por que o ódio, por que o desamor?
Que faz um ser humano,
Se que é humano,
Atirar em anjos
E não procurar curar a própria dor?

Que terror! Que Dor!
Diga não a guerra e sim,
Plante amor!

(Joyce Martins)

KEATS

Em tua face está a sabedoria,
Em teu presente, o contentamento,
Em tua busca, o pressentimento,
Em tua boca, uma singela alegria!
A euforia provocada quando estou diante deste olhos,
Os que sempre recordo diante dos meus,
No despertar de uma noite chuvosa.

És meu, és teu,
Almas incomuns abrangentes ao eu,
Interiores de universo aquecidos de estórias,
No sempre e agora!

Na ausência de teus olhos,
Choro a sonhar quando estás a partir,
Recordo sempre a mim na esperança de teu voltar,
No teu peito a velejar!
E a criar novas faces de tua memória,
No sempre e agora!

(Joyce Martins)